#BlackGirlMagic Na Indústria da Moda- Ebonee Davis.

22:31


Ebonee Davis, 23 anos, modelo e ativista preta.  Ebonee foi mais uma dessas esbarradas boas que a gente dá na internet e depois fica agradecida por ter encontrado algo tão enriquecedor. Estava em uma de minhas buscas sobre mulheres negras dentro da moda e me deparei com um TEDx(clique aqui), no qual Ebonee falava sobre suas experiências como modelo. É claro que, no mesmo momento, senti uma imensa necessidade de compartilhar aqui a minha feliz descoberta.

Embora a maioria das informações sobre ela e seu posicionamento existirem apenas em sites gringos - o que dificultou um pouco a pesquisa -, tentarei deixar em pauta o assunto que nos interessa: A falta de representatividade e o descaso da indústria da moda em relação a pessoas negras.
Apesar de suas dificuldades sendo modelo, tendo que lidar com o racismo e o descaso diário; foi após o assassinato do Afro-Americano Alton Sterling (morto a tiros por policiais), que Ebonee resolveu usar sua voz - ela percebeu que, mesmo depois de tamanha brutalidade, ninguém queria falar a respeito, principalmente a mídia. Em sua revolta, a modelo fez uma carta aberta em uma coluna da revista de moda, Harper's Bazaar.

Ebonee culpabilizou, também, a indústria da moda pela morte da população negra ao longo dos anos; uma vez que, como ''ditadores'' do que é cool, bonito e aceitável, não incluem e representam pessoas negras em seus veículos de comunicação. O silêncio ensurdecedor; essa grande omissão por parte da indústria da moda, mata diariamente milhares de pessoas - especialmente mulheres -, pela falta de inclusão. 


Aqui, meus caros, chegamos a um ponto importante. Sabemos que modelos negras ainda são minoria em desfiles; semanas de moda; editoriais e comerciais. Sabemos também, que produtos de beleza ainda são de difícil acesso, principalmente às mulheres de pele retinta. Falar sobre pessoas negras no mundo da moda é importante, pois sabemos que a imagem é um veículo poderoso de comunicação. Precisamos, sim, comunicar através de nossas fala; mas também através de criações e estética, que a vida de negros e negras importam; e de que nossas características são únicas e lindas. Precisamos nos livrar do auto-ódio e ajudar outras garotas - e garotos - a se amarem também. É fato que a mídia; a indústria da moda e da beleza, são grandes contribuintes para o racismo. E é por este motivo que, assim como Ebonee disse muito bem, ''devemos nos unir para neutralizar as fobias que cercam a cultura negra. Ao invés de perpetuar estereótipos banais que diminuem as pessoas de cor, precisamos produzir imagens positivas, precisas e inclusivas''. 

Assim como Ebonee, também pensei em desistir da indústria da moda. É um árduo meio de atuação; competitivo e por vezes massacrante, porém descobri que nós - pessoas  negras - somos mais forte estando dentro da indústria do que fora delas. Precisamos entender que nossas vivências e ideias podem ser revolucionárias e transformadoras. 

Finalizo aqui, com uma frase de grande peso: '' O mais importante é amar as pessoas negras tanto quanto você ama a música negra e a cultura negra. Até que você o faça, a sociedade continuará  comprando  a falsa noção de que as pessoas de cor são menos do que um conceito já profundamente enraizado na psique coletiva da América, que é reforçada repetidamente através de representações na mídia. A hora de mudar é agora.''



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